Coleção de Arte Contemporânea

A Fundação PT é detentora e curadora da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação Portugal Telecom, composta por pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, instalações e vídeos. A formação desta coleção, constituída ao longo de vários anos, foi orientada por critérios de escolha baseados na qualidade estética e histórica das obras e nos curricula dos artistas.

Sem parâmetros cronológicos rígidos, o ponto de partida da coleção de Arte Contemporânea da Fundação Portugal Telecom, situou-se na década de 60, época decisiva e marcante da produção artística posterior. O programa de aquisições não teve por finalidade formar uma coleção exaustiva de nomes, nem um percurso historiográfico, mas pretendeu reunir um conjunto de obras original e plasticamente coerente e dialogante.

Tomando como balizas cronológicas os anos 60 e o momento atual, através de muitos dos mais significativos autores desse período, a Coleção de Arte Contemporânea da Fundação Portugal Telecom pretende proporcionar uma visão abrangente e continuada da contemporaneidade plástica portuguesa. Aos autores com ligação a movimentos das décadas de 60 e 70, como Lourdes Castro, Paula Rego, Alberto Carneiro, Álvaro Lapa, Joaquim Bravo, Helena Almeida, Eduardo Batarda ou Jorge Martins, sucedem-se artistas da geração surgida nos anos 80 e com trabalho desenvolvido na década seguinte, como Júlia Ventura, Pedro Proença, Pedro Calapez, Xana, Rui Sanches, Fernando Brito, Manuel Vieira ou Marta Wengorovius, entre outros.

É significativa a presença de artistas alguns deles consagrados nos anos 90, como João Tabarra, Rosa Almeida, Cristina Mateus, Miguel Soares ou Luís Palma, e de outros que surgiram posteriormente, como é o caso de João Pedro Vale, Sancho Silva, Inês Botelho, Alexandre Estrela ou Ana Perez-Quiroga.

Adquirir várias obras de arte, que se interligam numa coleção de arte contemporânea, não foi apenas um investimento, foi além do mais uma opção cultural, que despoletou a vontade da divulgação e partilha, num desafio que se iniciou em 2006, e se mantem vivo, proporcionando a sua divulgação numa itinerância pelo país de exposições de diferentes núcleos de peças da coleção que já somam aproximadamente 220.000 visitantes.

Uma das características da sociedade contemporânea reside na necessidade de divulgação e circulação de informação. Nas artes visuais, essa necessidade tem os seus efeitos, também, através das exposições de arte. A importância crescente da coleção de Arte Contemporânea da Fundação Portugal Telecom decorre das potencialidades de esclarecimento e atualidade que vai trazendo ao longo dos vários anos em que se têm promovido diversas exposições itinerantes pelo país.

A divulgação das obras da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação Portugal Telecom surge, neste contexto, como partilha na vertente cultural e na ligação ao serviço educativo, concretizando-se através de visitas e workshops, durante o período das exposições, direcionadas aos agrupamentos escolares do ensino básico ao ensino superior.

Com estas iniciativas, a Fundação Portugal Telecom visa contribuir para o enriquecimento da oferta cultural, dando a conhecer nomes e obras de alguns dos mais significativos artistas plásticos contemporâneos e, promovendo reflexões sobre importância do papel das artes na existência contemporânea coletiva.

No caso de artistas consagrados, várias obras da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação Portugal Telecom, têm sido emprestadas e mostradas em Museus e Fundações de prestígio nacionais e Internacionais, o que traduz o reconhecimento do valor das obras da coleção no panorama artístico, nacional e também internacional.
 
Itinerância das Exposições em Portugal

2006 Évora, Aveiro | 2009 Ponta Delegada, Abrantes | 2010  Alcochete | 2011 Fundão (vídeo), Vila do Conde (vídeo) | 2012 Tavira | 2013 Bragança (vídeo1, vídeo 2), Lisboa FPC (vídeo), St Tirso | 2014 Calheta Madeira (14-16) | 2016  Vieira do Minho, Lisboa FPC | 2017 Alvaiázere e Vieira do Minho | 2018  Vieira do Minho, Lisboa

Facebook Twitter Google+