Mulher num olhar único - Exposição De Filomena Silva Campos 9 Mar

Mulher num olhar único - Exposição De Filomena Silva Campos

Filomena Silva Campos nasceu em 1959. Vive e trabalha no Porto, onde possui o seu atelier. Licenciada em E.E na ESEPF e Master em Comunicação e Linguagem na U.P. da Catalunha.

Fez formação artística na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, tendo iniciado o seu percurso artístico na década de 80 com a frequência do curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.  Desde cedo manifestou o desejo de prosseguir formação na área da Pintura, tendo então realizado cursosde Pintura em Encáustica e de Pintura em Seda.

Para ser apreciada até ao final deste mês, no Espaço PT Tenente Valadim, no Porto, a pintura de Filomena Silva Campos  convida-nos a olhar para a Mulher sedução, desejo, resignação, omissão ou ousadia, os retratos “alla prima”, ” à la minute” como se fossem fotografia a preto e branco, de vidas a preto e branco, de rostos que aparecem nas notícias pelos piores motivos, no seu estilo expressionista é a proposta da Fundação PT no Porto, no seu exercício de mecenato às artes plásticas.

O Espaço Tenente Valadim acolheu um vasto público nesta inauguração, acrescentada também pelo valor da poesia de Carla Ribeiro, que leu alguns poemas do seu ultimo livro “Desnudo-me em palavras”.

Numa dialética subjetiva de meios identitários, inconformista do papel da mulher no mundo, seja por desrespeito ou insensibilidade, a sociedade não tem nas suas prioridades efetivamente exercidas, a proteção dos seres humanos contra a agressão física e psicológica. Estas são formas de violência recorrente contra as mulheres, género ainda envergonhado.

Mulher é enigma. Mulher de muitas vidas, de coração infindável, adota silêncios com a boca cheia de palavras, aceita o enigmático instinto e intuição, acolhe o misterioso sexto sentido, Prisioneira dos seus sonhos, compete-lhe despertar, num poderoso e feminino orgulho de ser mulher, numa sociedade que lhe reconheça uma absoluta igualdade de direitos.

Encontrando liberdade na arte, o meu sentido feminino ganhou outra forma e o lugar da minha liberdade é o meu pensamento e corpo de mulher na tela. Preservo na pintura uma espontaneidade com vontade própria, que consente passar a energia à tela, até à impregnação, arrastando forças íntimas numa gestualidade instintiva, na qual a minha identidade imerge num registo de liberdade criativa.

Esta apaixonada consciência de liberdade tem a emoção de que derivam impulsos internos de ânsia, entusiasmo e por vezes de tensão, revelando-me na manipulação da própria pintura. Os movimentos que dominam a tela, as suas marcas e a textura da tinta, além de transmitir sentimentos, são uma espécie de caligrafia expressa.

A maior parte do meu trabalho assemelha-se a uma narrativa, relacionada com a necessidade de permanecer viva e de interagir no mundo como ser humano.” Filomena Siva Campos

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