"Sobre rastos duma Beira que nunca conheci" - Exposição de Pintura de Maria José Cabral 10 Out

"Sobre rastos duma Beira que nunca conheci" - Exposição de Pintura de Maria José Cabral

“Sobre rastos duma Beira que nunca conheci”, é a exposição de pintura de Maria José Cabral, no Espaço Altice Andrade Corvo, até dia 2 de Novembro. 

Maria José Cabral, nasceu a 30 de Janeiro de 1993 em Lisboa, cidade onde vive e trabalha. Em 2014 formou-se em Escultura pela Universidade de Belas Artes de Lisboa e em 2018 tornou-se mestre em Pintura pela mesma Universidade.

Expõe regularmente em exposições individuais e coletivas a nível nacional e internacional.

No seu percurso de crescimento artístico, Maria José Cabral afirma procura “ experiências no campo da cultura e das artes, que possibilitem o aprofundamento de componentes de caráter cultural, social e tecnológico, onde a criatividade, o discurso e a dinâmica de grupo sejam entendidas como um dos principais paradigmas do desenvolvimento integral da sociedade. Experiencias que de uma forma completa e abrangente me aproximem do panorama cultural moderno e contemporâneo mundial, tanto nas artes plásticas, como em outras áreas.”

“Sobre rastos duma Beira que nunca conheci” é uma exposição de pintura que reflete um ambiente nostálgico proveniente do sobrevoo de arquivos pessoais como o álbum de família. Através de materiais tradicionais da pintura atual como o acrílico ou os pastéis de óleo, os espaços no exterior são frequentes, assim como os rostos das figuras irreconhecíveis, utilizando esta via de anulação como forma de distanciamento temporal.

 É um processo de assimilação e contextualização no mundo contemporâneo, de alguns conceitos que refletem o seu pensamento teórico e plástico, aliando estes à vertente de experimentação que se encontra com os fragmentos do tempo resgatado numa cidade que faz parte da história da sua família, a Beira em Moçambique.

É no Interregnum entre o consciente e o inconsciente, e na inquietação que existe na procura de representar a ausência/presença que associa à memória, que representa momentos de lazer.

Rememorando e criando novas imagens, a artista incita o passado como meio para perceber o aqui e agora, onde o desejo de fuga ao tempo que se esgota se transforma, através das camadas resultantes da sobreposição contínua do tempo, em imagens nítidas do presente.

 

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